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Primeira Aventuraquarta, 27 de agosto de 2008

Heróis da Estrela

Uma nova saga está começando. Os próximos heróis são vocês!

Você vai conhecer agora o início de O Forte do Leão, a primeira aventura da campanha Relíquias de Brachian, uma saga épica em cinco partes. Cabe aos heróis restaurar a lendária Estrela das Marés e salvar a ilha Corealis, ameaçada pelos demônios do mar. Para isso, devem recuperar as seis Relíquias de Brachian e percorrer os caminhos trilhados pelo guerreiro Alock, a ladra Greiph e o mago Movrian, os lendários Heróis da Estrela.

Relíquias de Brachian: O Forte do Leão é uma aventura compatível com os jogos Primeira Aventura e Sistema D20. Procure nas bancas e livrarias. Nos dias de hoje, Corealis é uma das inúmeras ilhas povoadas que formam os Reinos de Moreania. Mas nem sempre foi assim. Em tempos remotos, apenas a pequena parte de um recife de corais emergia acima das águas. Um rochedo agourento, detestado e evitado pelas embarcações - que, sem a devida cautela, podiam terminar com seus cascos perfurados pelas afiadas rochas submersas.

Próximas ao perigoso recife, havia numerosas vilas e aldeias. Ficavam em ilhas maiores, mais férteis, onde a agricultura podia ser praticada. Seus habitantes comercializavam entre si, por meio de barcos e navios mercantes que cruzavam os mares sem cessar, sempre evitando o perigoso recife Corealis. A paz reinava naquela pequena parte dos Reinos de Moreania.

No entanto, um mistério nasceu. Teve início com um pequeno barco pesqueiro, que havia saído para buscar peixesconcha perto de Corealis e nunca retornou. Mais tarde, um navio carregado de frutas não chegou a seu destino, nem voltou a ser visto. Incidentes parecidos ocorriam em todas as ilhas próximas ao recife nefasto. O número de desaparecimentos crescia, até que nenhuma embarcação conseguia ser bem-sucedida na travessia daquele pedaço de mar. Barcos, naus, fragatas e até mesmo grandes balsas. Ninguém voltava.

Incapazes de solucionar o mistério, os nativos enviaram uma delegação à Ilha Nobre em busca de ajuda. O antigo regente de Lancaster, o mais velho dos reinos, autorizou a intervenção de suas forças navais. Navios de guerra foram enviados a Corealis em busca de pistas, transportando soldados e também a delegação das ilhas. Lá estava o rochedo revestido de corais, mas nenhum sinal das embarcações desaparecidas. Nem sobreviventes nem destroços, nada.

Ancorada perto dos recifes, a frota de Lancaster fazia preparativos para uma investigação mais detalhada - quando a tragédia ocorreu. Ao cair da noite, os navios foram cercados por monstros marinhos. Eram centenas! Pareciam homens, com cabeças, braços e pernas, mas também pareciam peixes de pele escamosa, mãos membranosas e olhos grandes como pires. Muitos saltavam da água para os convéses, outros escalavam os cascos. Estavam armados com lanças rústicas de coral e redes tecidas com algas, mas também empunhavam armas de aço. Os comerciantes imediatamente reconheceram as armas: elas faziam parte de carregamentos desaparecidos. Este foi o primeiro encontro registrado em Moreania com a raça sahuagin. Os demônios do mar.

As águas do recife tingiram-se de sangue. A batalha foi terrível, os homens-peixe afundaram navios, mataram muitos humanos - mas, desta vez, eles não enfrentavam mercadores indefesos, e sim soldados bem treinados e equipados. Boa parte da frota sobreviveu, retornando para terra firme com a solução do mistério. Assim começou a guerra.

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