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Tormentaquarta, 09 de julho de 2008

Minauros

Os Meios-Minotauros de Arton

O minotauro artoniano é intolerante. Fascista. Devotado à Lei do Mais Forte, e pouco paciente com criaturas mais fracas. Mas eles podem, ocasionalmente, gerar uma prole muito mais saudável…

Alguns acadêmicos consideram os minotauros artonianos uma raça parasita: eles precisam de fêmeas humanas ou élficas para se reproduzir, pois não existem minotauros fêmeas. O resultado do cruzamento será um macho pertencente à raça do pai ou uma fêmea pertencente à raça da mãe. No entanto, em raras ocasiões, uma criatura totalmente nova vem à luz.

Os meio-minotauros (também conhecidos como “minauros”) nascem de minotauros e humanas, ou meio-elfas (nunca elfas), e lembram humanos com fortes traços táuricos. Eles não demonstram a grande força da raça de Tauron, mas também estão livres de suas maiores fraquezas. Além disso, existem meio-minotauros fêmeas.

Personalidade: quando nascidos e criados em Tapista (o que acontece na maioria dos casos), meio-minotauros agem e comportam-se exatamente como seus pais, demonstrando grande honra e orgulho. No entanto, talvez por sua força física inferior, sentem mais necessidade de demonstrar suas capacidades, competindo com minotauros verdadeiros o tempo todo. Sua metade humana também pode levar a uma curiosidade imprudente por assuntos “proibidos”, como armas de longo alcance, magia arcana ou talentos ladinos.

Descrição Física: um meio-minotauro lembra um humano robusto (1,80m em média), com a estatura aproximada de um meio-orc. Sua cabeça é bovina, mas com focinho mais curto e chifres menores, pequenos demais para uso efetivo como armas. Seus pés são sempre humanos, nunca em forma de cascos. As fêmeas são um pouco menores, mas ainda mais corpulentas que a maioria das humanas, com olhos grandes e expressivos.

Minotauros são amantes sinceros da beleza humana ou élfica; eles não sentem nenhuma atração por fêmeas minauras, considerando- as amigas ou irmãs - e que devem ser protegidas de acordo. A legislação de Tapista qualifica relações entre minotauros e minauras como incestuosas, pecaminosas (embora essas relações às vezes ocorram).

Tendência: geralmente leal, como seus pais, mas podem ser levados por sua natureza híbrida a seguir praticamente qualquer tendência.

Relações: ironicamente, minauros não convivem bem com seus próprios pais. Mesmo o minotauro de coração mais nobre e generoso não consegue disfarçar sua pena por estas criaturas, considerando-as inferiores, dignas de desprezo. Minauros são sempre tratados como doentes, inválidos ou “irmãozinhos” pequenos - uma condição que eles em geral detestam! Por isso, um meio-minotauro prefere viver entre humanos e semi-humanos, onde sua força acima da média é respeitada.

Por seu sangue humano e condição social, meio-minotauros têm maior facilidade para conviver com outros povos. Eles gostam de grandes cidades humanas, especialmente aquelas mais coloridas, habitadas por membros de raças diferentes. Muitas vezes, são confundidos com minotauros verdadeiros, pois a maioria das pessoas nem mesmo sabe sobre a existência dos híbridos.

Terras dos Meio-Minotauros: minauros não formam comunidades próprias. Em Tapista, eles lutam por um lugar em sua sociedade rígida, mas nem sempre são bemsucedidos. Os machos quase nunca conseguem formar haréns. As fêmeas podem fazer parte de haréns, mas nunca como esposas - apenas como criadas. Sem aptidão ou status para ocupar papéis tradicionais, numerosos minauros decidem abandonar o reino em busca de terras menos frustrantes.

Religião: minauros prestam homenagem a quaisquer deuses humanos, incluindo o próprio Tauron - embora esta não seja sua divindade principal. Quando podem desfrutar da liberdade existente em sociedades humanas, meio-minotauros voltam-se para os deuses mais incomuns e distantes da cultura táurica, como Hyninn, Nimb e Wynna.

Idioma: meio-minotauros conhecem os idiomas Minotauro e Comum, aprendidos durante a infância. Mais tarde, é comum que demonstrem grande fascínio por outras línguas, aprendendo tantas quanto possível.

Nomes: os mesmos dos minotauros, recebidos durante a infância. No entanto, seus nomes naturais muitas vezes trazem significados pejorativos, que demonstram fragilidade ou inferioridade - então tratam logo de esquecê-los e adotam apelidos ou nomes humanos.

Aventuras: um minauro estará perfeitamente à vontade em um grupo formado por representantes de variadas raças e classes - poucas raças têm tanta disposição para uma vida de aventuras. Eles entendem que sua grande força é importante para a equipe, atuando como bárbaros, guerreiros, rangers, monges e até paladinos (uma classe que eles podem adquirir, por seu sangue humano). No entanto, também gostam de “nadar contra a corrente” e seguir carreiras totalmente contrárias à raça de seus pais, como bardos, magos, feiticeiros e ladinos.

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