Mar30

RPG tem que ser diversão!

2007 às 17:46 - escrito por MAW

Para iniciar minha participação nesse blog eu queria dar uma opinião pessoal sobre o RPG. No meu ponto de vista, esse nosso hobby serve para uma única coisa: Divertimento.

De todas as aventuras que joguei, mestrei ou apenas vi, e foram muitas desde 1986, quando comecei a jogar, a mais divertida, instigante e memóravel foi a mais engraçada, despreocupada e espontânea. Foi uma campanha (que não era pra ser campanha) que mestrei usando o D&D 1a Edição (usei a Rules Cyclopedia, que para mim é um dos melhores livros de RPG já feitos). A aventura era eu não ter aventura e inventar tudo na hora, mas a premissa era que seria uma seção de jogo zuada, para brincar e rir de bobagens. Como era pra durar só uma tarde, os personagens eram toscos e com objetivos mais podres ainda. Um dos jogadores rolou Carisma 3 (eu fazia todos rolarem 3d6 em ordem para fazer os atributos), e seu ideal era alcançar o Carisma 1 para matar orcs apenas com sua feiúra.

Entre as aberrações que eram os persongens e os NPC’s (o mais poderoso NPC era uma foca albina com bigodinho da Shimu que se chamava Kauandra), obviamente as missões eram piores ainda. No fim, tudo acabava escatologicamente, como o exemplo do festival da cidade Missile Fire Table (foi a primeira coisa que vi no screen quando perguntaram o nome da cidade), onde os PC’s colocaram ltros de laxante no barril de Fanta Mangustão (isso é um tipo de fruta) que estava sendo sorvido por toda a comunidade. O final foi uma esborneação total na praça, uma desinteria generalizada que causou a morte da mula de um dos jogadores (pois o bicho bebeu da Fanta). Mas isso criou um golem de vocês sabem o quê, que quase destruiu tudo.

Enfim, essa babozeira perdurou por muitas seções onde o jogo fluia piada após piada. Essa despreocupação em jogar com regras ou levar a sério fez a aventura durar muito e sempre ser excelente. Por isso digo, RPG tem que ser diversão e não um amontoado de regras e táticas de combate. Certamente meus amigos não se esquecerão do encontro com os Bogómans, com a tribo de Kobolds, Koitalics, Kounderlines e Kosuperscripts (esse últimos eram atarracados e flutuavam, tinham que ser seguros por cordinhas pelos semelhantes), com os Camelos Polidos e assim por diante (talvez explique esses momentos em outro post).

É isso aí,

Bem-vindos ao blog e até uma outra hora.

Infelizmente não é possível colocar novos pitacos.

Chuck NorrisEle não é um Dragon Slayer, porque se fosse nosso querido jogo se chamaria 'Dungeons'